Os monges mudistas
Toc Toc. Yan batia a porta daquele templo Ninguém respondeu
Toc Toc. Enfim...alguém abriu a porta.
- Em que posso ajuda-lo? - disse um senhor careca.
- Preciso de um banho. E se possivel um pouco de água.
- Percebo. Entre.
Aquele templo era algo asqueroso. Decrepito, caindo aos pedaços. Após o banho, o rei se sentou para comer junto com os três senhores que se encontravam na mesa.
- Então jovem... - um outro senhor careca disse - ... Pik me disse que você chegou todo ensanguentado.
- Cheguei sim.
- Poderia me dizer porque??
- Não sei ao certo. Acho que matei um monstro chamado Tutaka...
- Você MATOU Tutaka??
- Acho que sim...por quê?
- Você cometeu um grave erro, meu jovem...
- Muito ferrado você está...
- Você invocou a ira do pai dele...o rei Kamon.
- Rei? Ele havia me dito que era um deus.
- Mentiroso ele é as vezes....ou era.
- Enfim.... está morto mesmo.
- Você realmente é um jovem insolente. O que trás por essas bandas??
- Vingança.
- Meu caro, isso não leva a nada...
- Pra mim sim...ahh...o que seria esse templo??
Os senhores olharam entre si.
- É um antigo templo. Somos descendetes dos monges mudistas.
- Eles criaram minha espada.
- Eu sei. Sabiamos disso a muito tempo. Seu destino está escrito. Você passaria aqui.
- Hum...
- E a partir de amanha terá ensinamentos...
- Não, obrigado senhores.
- Você VAI!
- NÃO vou não....
Quando se levantava para ir embora, Yan caí no chão.
Já era manhã. Yan se levanta de uma confortavel cama. Estava sem sua roupa. Usava apenas uma velha vestimenta dos monges. Ele se dirige para a porta. Estava aberta. Então sai.Estava de frente para um jardim estremamente lindo. As flores exalam o aroma, a grama era mais verde que tudo. Os passaros cantavam com o vigor da vida. Aquilo parecia o paraiso. Ao fundo, estava um dos monges. Yan se encaminhou na direção dele.
- Sente-se jovem...
- Não obrigado.
- Anda logo.
- Qual é o seu nome mesmo?
- Dali.
- Então, senhor Dali, preciso sair daqui.
- Tudo à seu tempo. Por hora, você ira meditar junto comigo.
- Detesto meditar.
-Não me importa. MEDITE!!
E a meditação começou. Não sabe-se por quanto tempo eles ficaram ali. Talvez por dias.
- Pronto.
- Senhor Dali, me sinto mais leve.
- Essa foi minha ajuda. Agora siga adiante.
Então o jovem Yan foi em direção a uma porta. Ao abrir ela, ele viu um lugar oposto ao jardim. Feio, caindo aos pedaços. Baratas e ratos passavam sem o menor pudor por ali. Em pé, outro monge.
- Bem vindo você seja.
- E o senhor seria ?
- Doya é meu nome.
- E perderei meu tempo aqui com o quê?
- Se é o que você acha...adiante passe... a espada deixe de lado....
-Não, espada é legal.
-Imaginei.
- Então, vamos começar...cada minha espada????
- hahaha. Muito engraçado...tome.
Então, o velho Doya joga um pedaço de bambu para Yan.
- Cumequeé?
- Quem controla o bambu, controla tudo.
- Velho doido, isso sim...- pensou o jovem.
- E eu vou lutar com essa espada.
- Senhor, eu tenho cara de panaca?
- Um pouco tem. Por quê?
- Eu vou me machucar assim.
-Veremos.
Espada pra lá, bambu pra cá. Yan machucado. Espada pra cá, bambu cortado pra lá. Esse embate durou semanas. Yan, com o passar do tepo, começou a sentir o bambu, a ter um controle agil sobre ele. Até que...
SHINNNNN...a espada caiu da mão do monge.
- Vejo que dominou a tecnica. Muito bem.
- Eu.....arf...sou...arf...demais...
- E modesto. Siga a frente.
Agora era o último senhor. O que lhe reservaria. Ele abre a porta. Está no meio do nada. Tudo em branco a sua volta. Alguem lhe cutuca.
- Muito bem. Vejo que chegou até aqui.
- Pik...
- Nada de conversa. Se livre de tudo na sua mente...e se prepare...vamos lutar corpo a corpo.
- Mas....
Sock...Sock...Sock...durante dias...
Muitos dias
- Vimos que está pronto para sua vingança.
- Mesmo não sendo certo.
-Até mais eu digo, jovem Yan.
- Adeus monges. E obrigado pelas roupas.
Agora Yan estava preparado. E na frente do castelo inimigo.